2020: o ano da Verdade para o Marketing de Influência

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O Marketing de Influência é uma “ferramenta” relativamente nova no mix marketing. Ao mesmo tempo, veio com um força avassaladora, se fazendo presente em muitas estratégias, das pequenas empresas às grandes marcas. Nesse curto período de tempo, cerca de 2 a 3 anos, a forma de abordagem foi evoluindo e se tornando cada vez mais concreta e profissional. Mas, quando se fala em marketing digital, um ano pode transformar muita coisa.

Por volta de 2017 e 2018, tivemos o que pode-se chamar de “descobrimento” do marketing de influência. A estratégia surgiu como a próxima onda no marketing, causando bastante impacto. Ao mesmo tempo, marcas e influenciadores estavam aprendendo a dar os primeiros passos, descobrindo como atuar e, assim, as coisas ainda eram um pouco nebulosas quanto ao caminho mais correto a se seguir.

Neste ano de 2019, vimos o marketing de influência se fortalecer como estratégia viável e, em diversos casos, com bastante sucesso. Com uma maior profissionalização, marcas começaram a ter resultados reais. Mas, no boom no negócio, muito dinheiro também foi jogado fora pela falta de estratégias consistentes, desde a escolha do influenciador até a falta de métricas para medir o ROI.

Para 2020, a previsão é que este seja o ano da verdade para o marketing de influência. Com o amadurecimento tanto de empresas quanto de influenciadores e, por que não dizer, do consumidor, vamos ver quem realmente aprendeu com erros e acertos do passado e está preparado para se posicionar da maneira correta e aproveitar as oportunidades.

É por isso que preparei uma lista de tendências para você começar o novo ano preparado para investir nessa forma de marketing sabendo muito bem onde está caminhando.

1. Instagram é o rei

Estudos demonstram que o conteúdo em vídeo atrai mais pessoas em comparação com imagens estáticas ou conteúdo textual. A facilidade de se produzir vídeos e fotos com qualidade profissional, além do crescimento do IGTV, também ajudaram a aprofundar experiências e colocar o Instagram como o preferido pelos criadores e pelos consumidores. Ainda assim, não podemos deixar de lado outros duas plataformas importantes: podcasts e Twitter. O podcast está voltando com força total, nos gêneros e nichos mais diferentes, motivado pela facilidade de acesso à internet rápida e aos smartphones, que permitem às pessoas ouvir o conteúdo em momentos diversos, como nos seus deslocamentos, por exemplo. Em ano de eleições para prefeito e governador, também é forte tendência um crescimento do Twitter.

2. Pessoas verdadeiras para resultados reais

Cada vez mais, o marketing de influência é baseado na verdade. Isso quer dizer que o consumidor não aceita mais influenciadores que anunciam qualquer tipo de produto, marcas sem identidade com aquela pessoa ou promoções irreais, só para citar alguns exemplos. Já os anunciantes estão acordando para os fake followers, os robôs de comentários e a falta de engajamento real com a marca por parte de alguns influencers. Agências especializadas, com plataformas para anunciar e acompanhar uma campanha com facilidade e acesso a dados mais consistentes sobre os influenciadores, podem ser um bom caminho para quem ainda não tem certeza de como avaliar seu material ou escolher o parceiro de negócios ideal.

3. Só conteúdo verdadeiro salva

Nada de fotos super editadas, cenários exuberantes, pessoas ultra maquiadas. O conteúdo real exige menos edição e mais realidade. O storytelling, mostrando experiências verdadeiras em fotos e vídeos, com influenciadores que são a cara das marcas, vai trazer uma força de venda enorme. Com material relevante e identificado com o consumidor, sua marca é protagonista do melhor jeito: sem parecer que você está querendo vender qualquer coisa.

4. Métricas são obrigatórias

Todo o amadurecimento do mercado de marketing de influência nos mostrou que não faz o menor sentido investir em campanhas onde não seja possível medir o seu retorno. É por isso que 2020 consolida as métricas, que começam já no momento da escolha do influenciador. Ir além do número de seguidores, conferindo engajamento, visualizações, compartilhamentos, audiência, conteúdo são apenas alguns dos passos básicos para se começar a planejar uma campanha de sucesso.

5. O momento é dos microinfluenciadores e dos influenciadores orgânicos

Você colocou sua marca no story de um influenciador com milhares de seguidores esperando atingir todas essas pessoas mas o retorno foi mínimo. Esse cenário, bastante comum nos últimos anos, está com os dias contados. A tendência agora é menos quantidade e mais qualidade. Microinfluenciadores identificados com as marcas conseguem resultados reais porque seu conteúdo é autêntico e seus seguidores, mesmo que não sejam numerosos, se enxergam naquele storytelling. Um casamento ainda mais certeiro acontece com influenciadores orgânicos, aqueles que já compram seus produtos e serviços e criam conteúdo sobre sua marca, essa que já faz parte do seu dia a dia . Mais um vez, a autenticidade é a chave!

6. O Marketing Reverso vai dominar o cenário

Cada vez mais, vamos ver uma inversão na abordagem tradicional de marketing. Ao invés da empresa buscar clientes, eles é que vão procurar a empresa. E, neste caso, os influenciadores identificados com a marca também entram no jogo dessa forma, produzindo material orgânico e oferecendo esse material para as marcas. Essa nova condição também cria a possibilidade de ter vários influenciadores criando conteúdos diversos. Um conteúdo tão autêntico, verdadeiro e identificado que não é visto como propaganda. Desse modo, o consumidor se sente em um relacionamento quase personalizado: uma ponte perfeita para levar as marcas ao coração do cliente.

7. Estratégias de marketing combinadas

Por um breve tempo se pensou que o Google era o rei e seus anúncios e adwords explodiram em popularidade. O Facebook também já teve seus dias de glória, sendo o queridinho dos anunciantes. Isso também aconteceu com o marketing de influência. Mas, toda essas experiências nos trouxeram de volta um fato talvez um pouco esquecido na comunicação: o mix de estratégias costuma trazer resultados mais consistentes. Trabalhar com influenciadores em conjunto com ações de fortalecimento de marca, conteúdo em blogs, anúncios em diversas plataformas e até mesmo apps de mídia, como o TikTok, por exemplo, é uma tendência que deve aparecer com força para 2020.

Em resumo, podemos dizer que o marketing de influência tem tudo para ser melhor do que nunca. Mais transparente, orientado e, principalmente, mensurável. Marcas que adotarem como parte de seus planos para 2020 uma estratégia de influenciadores identificados com seu produto, criando experiências de conteúdo autênticas, independentemente do número de seguidores, terão grandes possibilidades de proporcionar um retorno real dos seus investimentos.

 

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